Quem surfa sente: sair da água é diferente de entrar. Mas além da sensação, já existe pesquisa séria investigando o que o surf faz pela saúde mental — especialmente de mulheres.
O que os estudos mostram
🌊 Surfeterapia e resiliência: um estudo da intervenção comunitária Groundswell com mulheres em situação de risco observou mudanças em aceitação corporal, resiliência e regulação emocional após as sessões de surf (Franceschi et al., 2024).
🧠 Ansiedade e humor: revisões sobre os efeitos psicológicos do surf apontam benefícios terapêuticos e demandas de cuidado associadas à prática (Souza, Kort-Kamp, Nepomuceno & Conde, 2021).
👭 Coletivos femininos: pesquisa da USP (2024) dedicada a coletivos femininos de surf mostrou que surfar em grupo de mulheres fortalece o bem-estar, a confiança e o sentimento de pertencimento, ajudando a superar barreiras de gênero no esporte.
Por que funciona?
- Contato com a natureza: o mar exige presença total — é difícil rolar o feed mental de preocupações enquanto se lê uma onda.
- Corpo em movimento: exercício físico regular é aliado conhecido da saúde mental.
- Comunidade: pertencer a um grupo acolhedor reduz medo e insegurança, e aumenta a constância.
- Aprendizado contínuo: cada pequena conquista no mar alimenta a autoeficácia fora dele.
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Fontes
- Franceschi, L. F. et al. (2024). The Groundswell Community Surf Therapy Intervention for At-Risk Women and Changes in Body Acceptance, Resilience, and Emotional Regulation. PMC11365036
- Souza, D. M. et al. (2021). Evidências psicológicas do surfe: efeitos terapêuticos e demandas assistenciais. doi:10.5007/2175-8042.2021e74162
- Santos, I. S. (2024). Coletividade, bem-estar e feminismo: a relevância dos coletivos femininos de surf. Tese — USP. Repositório USP
Este conteúdo é informativo e não substitui acompanhamento profissional de saúde mental. Se você precisa de ajuda, procure um profissional ou o CVV (188).